Perguntas Frequentes Sobre Vesícula Biliar

Sobre a Vesícula Biliar | Sintomas Colelitíase | Complicações Colelitíase | Diagnóstico Colelitíase | Tratamento Cirúrgico da Vesícula Biliar | Orientação Pré-Operatória | Orientação Pós-Operatória |

AS PEDRAS SÃO SEMPRE IGUAIS?
Há diferentes tipos e tamanhos de pedras (cálculos). Os Cálculos são formados do aumento na concentração de gordura (90%), e ou sais biliares na bile. A razão da formação dos cálculos ainda não é bem conhecida.

AS PEDRAS PODEM SE DISSOLVER TOTALMENTE?
Os medicamentos ajudam a dissolver a solução dentro da vesícula, no entanto, leva de seis meses a um ano, é caro e nem sempre resolve o caso. Não existe nenhuma solução capaz de dissolver os cálculos. Diante disso a remoção cirúrgica da vesícula, ou colecistectomia, é o tratamento eficaz.

TODOS TEMOS O MESMO RISCO DE TER PEDRAS?
O risco aumenta com a idade, obesidade, mulheres com múltiplas gestações e que fazem uso de anticoncepcional. Mulheres entre 20 e 60 anos tem 3x mais chance que a população masculina.

A CIRURGIA DE VESÍCULA RETIRA SOMENTE AS PEDRAS E PODE SER FEITA A LASER?
A colecistectomia consiste na retira de toda a vesícula biliar. Realizada da forma convencional por uma incisão abdome ou videolaparoscopia com minincisões e auxilio de um sistema de vídeo e não laser.

AS PESSOAS ENGORDAM APÓS A CIRURGIA?
Não há fundamento científico, é boato.

O FATO DE RETIRAR A VESÍCULA AFETA O FUNCIONAMENTO DO FÍGADO OU INTESTINO?
Não afeta de modo algum, alguns pacientes podem apresentar aumento nas evacuações no primeiro mês.
 

Orientações Pós-Operatórias

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A recuperação da operação é geralmente muito rápida e a maioria dos pacientes volta as suas atividades normais em poucos dias. As orientações abaixo devem ser seguidas para que você tenha pouco desconforto e sua recuperação ocorra sem intercorrências.

1. Orientação nutricional pós-operatória. O exemplo de cardápio é sugerido para ser adotado durante 7 dias no período pós-operatório. O retorno a sua dieta normal, deverá ser gradativa até sua completa alta cirúrgica.
Fracionar em 6 refeições durante o dia, não utilizando condimentos, frituras, vegetais crus, frutas ácidas, cereais integrais, chocolate, café preto puro, e chá preto e bebidas com gás.

  • Ao chegar em casa, alimentar-se apenas com líquidos, preferencialmente aquecidos. Por exemplo: canja de galinha, com arroz e batatas, ou verduras cozidas.
  • Desjejum matinal: Leite, café, açúcar ou adoçante, pão branco sem casca, margarina, geléia e frutas como banana madura, melão ou mamão.
  • Merenda da Manhã: Frutas, gelatina ou iogurte.
  • Almoço: Arroz, frango sem pele, peixe grelhado ou ensopado, legumes cozidos e caldo de feijão, sobremesa: pudins, gelatina e frutas.
  • Merenda da tarde: Café com leite, bolacha maria, iogurte, gelatina ou frutas.
  • Jantar: Igual ao almoço ou desjejum.

2. Dor no ombro é frequente após este tipo de operação. Esta dor é consequente à irritação de um nervo que fica entre o abdômen e o tórax. Ela não é devida à torção ou mau jeito no ombro. A dor no ombro geralmente desaparece em poucas horas ou dias. Se ela for intensa, tome o analgésico (remédio para dor) prescrito pelo seu médico.

3. Os cortes (furinhos) serão fechados com pontos e cobertos com curativo (micropore). É comum que ocorra hematoma ("azulado" ou "roxo") ou pequenos sangramentos. Isto é normal. Não se preocupe. Não retire o micropore, a menos que o seu médico o oriente neste sentido.
Pode tomar banho completo e molhar o micropore. Seque o abdômen normalmente com toalha, sem necessidade de cuidados especiais com os cortes. Entretanto, se o corte tiver aparência de infecção (vermelho, com secreção de pus ou com cheiro forte), informe o seu médico.

4. Respire fundo 3 vezes a cada hora para expandir melhor o seu pulmão e evitar complicações, como febre e pneumonia.

5. Evite ficar muito tempo deitado ou sentado. Procure andar várias vezes ao dia.

6. Em caso de dúvidas procure o seu médico.

Tratamento Cirúrgico da Vesícula Biliar

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TRATAMENTO CIRÚRGICO
A colecistectomia videolaparoscópica é uma técnica relativamente recente para realização desse procedimento. Foi realizada pela primeira vez em 1987 na França e desde então se tornou o procedimento padrão para esse tipo de operação.

Essa nova técnica cirúrgica faz a retirada da vesícula biliar a partir de três a quatro pequenos furos no abdome. Através desses orifícios são introduzidos instrumentos que permitem a realização do procedimento. Um deles carrega uma minúscula câmera que envia imagem para um aparelho de TV que ajuda a guiar o cirurgião.

A colecistectomia videolaparoscópica reduziu significativamente a dor após a cirurgia além de permitir que os pacientes recebessem alta 24h após o procedimento e pudessem voltar às atividades normais uma semana após a operação.

Todo ano mais de 500.000 norte-americanos fazem a cirurgia da vesícula biliar.

COMPLICAÇÕES CIRÚRGICAS
Sabe-se que as complicações ocorridas durante a realização da cirurgia videolaparoscópica (VLP) estão, na maioria das vezes, associadas a procedimentos de simples execução como é o caso da colecistectomia. Isso ocorre em virtude de tais procedimentos serem realizados ainda na fase inicial de treinamento dos cirurgiões que, por não estarem aptos à realização de procedimentos mais elaborados, têm a sua experiência inicial baseada em cirurgias de menor porte. Conforme vai se familiarizando com o método, o cirurgião passa a executá-lo de maneira mais metódica, o que é requisito fundamental na prevenção das complicações mais frequentes.

Os índices de complicações da colecistectomia VLP atualmente, já se igualam, ou mesmo se encontram em níveis inferiores aos da colecistectomia por laparotomia, estando relacionados à experiência do cirurgião e à evolução dos materiais e acessórios utilizados que a cada dia facilitam mais a execução de tal procedimento. 

A profilaxia das complicações parece estar intimamente relacionada a uma normatização dos padrões técnicos, não só de treinamento, como também da execução dos procedimentos cirúrgicos, que exige, dentre outras coisas, uma relação harmônica entre os componentes da equipe.

Por serem consideradas, na sua maioria, lesões graves, as lesões ocorridas durante a colecistectomia VLP devem ser prontamente identificadas e corrigidas.
 

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