Complicações da Hérnia

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ESTRANGULAMENTO

  • Ocorre em 1,3 – 3% das Hérnias;
  • A maioria são Hérnias Inguinais indiretas;
  • As Femorais têm a maior taxa de estrangulamento;

ENCARCERAMENTO

  • Uma Hérnia esta encarcerada quando o seu conteúdo está fixo no saco, devido ao seu grande volume e/ou orifício Herniário muito apertado com formação de aderências;
  • Quando a Hérnia é irredutível, porém não há estrangulamento ou obstrução;
  • As Hérnias Femorais são as que têm maior tendência há encarcerar devido ao limite rígido do Anel Femoral.

OCLUSÃO INTESTINAL

  • A sequência de Encarceramento >> Estrangulamento >> Oclusão é facilmente entendida;

O estrangulamento da hérnia ocorre quando o aporte sanguíneo do seu conteúdo é interrompido, o que acontece facilmente na hérnia encarcerada;
Esta situação constitui uma emergência cirúrgica e se não for feita uma rápida descompressão ao nível do orifício herniário, desenvolve-se um processo progressivo que termina na necrose do conteúdo herniário;
Devido a ser clinicamente difícil de distinguir uma Hérnia Encarcerada de uma Hérnia Estrangulada opta-se por considerar a primeira como uma urgência cirúrgica, embora em Hérnias encarceradas antigas o caráter urgente não seja tão nítido.

Tipos de Hérnia

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TIPOS DE HÉRNIAS
As hérnias mais frequentes na região envolvida pela parede abdominal são:

  • Epigástrica: ocorre na linha média do abdômen (Linha Alba), como resultado do afastamento dos músculos retos abdominais (dois músculos localizados na parte anterior e central do abdômen, acima do umbigo). A cirurgia é o procedimento indicado para tratar, pois não há fechamento espontâneo dessa hérnia.
  • Umbilical: surge exatamente na região da cicatriz umbilical, geralmente, quando uma alça intestinal atravessa o tecido muscular. Isso pode acontecer por um defeito congênito ou adquirido, devido a esforços em demasia, gestação ou obesidade. No início, o principal sintoma é dor local ao toque ou quando é feito algum esforço. Ao longo do tempo, surge um abaulamento. Se a hérnia for diagnosticada ainda no início é possível reduzir o conteúdo herniário, retornando-o para seu local natural. Mas se esse conteúdo estiver muito volumoso e com um anel herniário estreito, a hérnia umbilical pode se tornar irredutível, aumentando o desconforto e as dores. Esta situação é perigosa, pois pode acontecer o estrangulamento herniário. Os bebês estão mais vulneráveis a este tipo de hérnia, mas neles, normalmente ela desaparece espontaneamente ao longo dos primeiros anos de vida.
  • Inguinal: Atinge a virilha (zona de junção entre a coxa e a parte inferior do abdome) e corresponde a 80% dos registros da doença. Os homens são mais vulneráveis a esse tipo de hérnia e ainda sofrem o risco de terem a doença expandida para os testículos, desenvolvendo, assim, a hérnia inguinoescrotal.
  • Inguinoescrotal: ocorre na bolsa escrotal, normalmente, em consequência da hérnia inguinal que se expande e invade essa estrutura.

Cirurgia Ambulatorial

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O QUE É A CIRURGIA AMBULATÓRIAL?
Trata-se de uma intervenção cirúrgica programada, realizada com anestesia local, regional, geral ou com sedação que requer cuidados pós-operatórios pouco intensivos e de curta duração (4-6 horas), não necessitando de internamento hospitalar, permitindo ao paciente ter alta no mesmo dia da cirurgia.

VANTAGENS DA CIRURGIA AMBULATÓRIAL:

  • Baixo Custo;
  • Alta no dia do internamento;
  • Rápida e fácil reintegração social;
  • Menor desconforto pós-operatório;
  • Menor índice de complicações pós-operatórias.

GUIA DO PACIENTE
Para ser operado em regime ambulatorial, todos os pacientes devem reunir os requisitos necessários. Depois de uma consulta com o seu médico assistente este decidirá se esta modalidade é adequada ao seu caso.

CUIDADOS PRÉ-OPERATÓRIOS:

  • Deve assegurar-se que o paciente compreendeu bem sobre a cirurgia a que vai ser submetido.
  • Deve perguntar ao seu médico sobre preparação e os cuidados que deve ter antes da intervenção cirúrgica e qual anestesia a ser utilizada.
  • O seu médico vai lhe indicar o dia em que deve ir à consulta de anestesia.
  • Na véspera da intervenção não coma nem beba a partir da hora indicada pelo seu médico (essa hora varia de acordo com o tipo de anestesia e a hora da intervenção).
  • Deve informar o seu médico de toda a medicação que esteja tomando e de todas as doenças que sofreu e de eventuais alergias.

O DIA DA CIRURGIA:

  • No dia da cirurgia o paciente deve tomar um banho e não aplicar maquiagem esmaltes nas unhas.
  • Não use anéis, brincos, pulseiras, etc.
  • Use roupas leves e confortáveis.
  • Leve um livro ou algo para sua descontração. Neste dia deve-se sentir confortável e descontraído.
  • Se por distração ingerir alimentos ou bebidas durante o período de jejum pré-operatório, deve informar o médico anestesista, para prevenir consequências graves.
  • Estar com termo de consentimento informado devidamente preenchido e assinado.
  • Deve estar acompanhado por um adulto responsável que possa permanecer consigo até ao início da cirurgia e após acompanha-lo quando de sua alta.

REGRESSO AO DOMICÍLIO:

  • Se for submetido à cirurgia através de anestesia local, é aconselhável que seja acompanhado por um adulto durante o regresso a seu domicílio e que esteja devidamente acompanhado nas primeiras 24h por um responsável – familiar, amigo, etc.
  • Quando receber alta da unidade hospitalar não se esqueça de deixar um telefone de contato de onde vai passar as primeira 24 horas, para que a equipe de apoio pós-operatório possa entrar em contato, para se assegurar que o pós-operatório está transcorrendo normalmente.
  • Não dirija nem utilize máquinas que possam exigir esforço nas primeiras 24h.
  • Deve seguir à risca todas as orientações fornecidas pelo seu médico sobre os cuidados no pós-operatório.
  • Em caso de dúvida ou problemas entre em contato com seu médico cirurgião ou equipe de apoio de pós-operatório, a qualquer hora.

SELEÇÃO DOS PACIENTES:
O doente deverá ter condições mínimas para ser operado em regime de ambulatorial:
Condições do Paciente:

  • Idade entre os 10-65 anos;
  • Bom estado geral
  • Risco cirúrgico ASA I ou II;
  • Estabilidade emocional;
  • Aceitar ser operado em regime ambulatorial.

CONDIÇÕES SOCIAIS:

  • Residência a mais ou menos 60 minutos da unidade hospitalar selecionada para a realização do procedimento;
  • Telefone disponível no domicílio;
  • Condições mínimas de higiene e conforto;
  • Meio de transporte próprio e adequado;
  • Dispor da atenção de um adulto responsável que acompanhe o paciente no pós-operatório até o domicílio e durante as primeiras 48 horas do pós-operatório.