Perguntas Frequentes Sobre DRGE - Hérnia de Hiato

Sobre a Hérnia de Hiato | Sintomas da DRGE | Diagnóstico da DRGE | Complicações | Tratamento Cirúrgico (Hérnia de Hiato) | Orientação Pré-Operatória | Orientação Pós-Operatória

A Doença do Refluxo melhora ou piora com o tempo?
A evolução desta doença depende de vários fatores. De modo geral, a doença do refluxo tende a piorar com o tempo, principalmente se o paciente ganhar peso e não seguir as orientações do tratamento fornecidas pelo seu médico. Pacientes com doença inicial e sintomas ocasionais poderão ficar assintomáticos por tempo prolongado se seguirem o tratamento adequadamente. Os pacientes que não tratam a doença adequadamente podem apresentar complicações, como úlcera, sangramento e estenose (estreitamento) do esôfago. Em poucos casos, a inflamação crônica pode facilitar o aparecimento do esôfago de Barrett (alteração na mucosa ou revestimento do esôfago), que predispõe ao câncer do esôfago.

A doença do refluxo pode causar câncer?
Em poucos casos, a inflamação crônica pode facilitar o aparecimento do esôfago de Barrett (alteração na mucosa ou revestimento do esôfago), que predispõe ao câncer do esôfago.

Quando se deve fazer a cirurgia?
O seu médico poderá ajudá-lo a decidir se a operação é a melhor opção para você. Esta decisão deverá ser tomada após considerar alguns dados, como: há quanto tempo você tem a doença; a intensidade dos sintomas e da doença; sua idade; sua resposta ao tratamento clínico; se você tem outras doenças que podem aumentar o risco da operação; e sua preferência quanto a tomar medicação continuamente ou ser submetido a um procedimento cirúrgico que elimina a doença definitivamente.

Do que e feito esta nova válvula?
A válvula é feita com os tecidos do próprio organismo. Não é colocado nenhum material estranho. A válvula é confeccionada de maneira muito simples: a parte final do esôfago é completamente envolvida pelo estômago, de modo a comprimir o esôfago e impedir o refluxo.

Porque após a cirurgia se tem dificuldade para engolir?
A dificuldade ocorre por duas razões:

  • A diminuição da movimentação e edema (inchaço) do esôfago, quando submetido a qualquer manipulação cirúrgica;
  • As lesões inflamatórias provocadas pela doença do refluxo gastroesofágico atuam diminuindo sua movimentação normal.

Vou poder tomar refrigerante após a cirurgia?
É melhor evitar bebidas com gás, como refrigerantes, cerveja e água mineral com gás nos primeiros meses. Mesmo sem ingerir bebida com gás, é comum que o paciente tenha excesso de gás no estômago ou na barriga. O excesso de gás é devido à dificuldade do paciente arrotar nas primeiras semanas ou mesmo meses.

O estômago diminui de tamanho com a cirurgia?
É comum que o paciente tenha a impressão de que o seu estômago diminuiu de tamanho e que a sua capacidade volumétrica para comer ficou menor. Esta sensação é temporária e geralmente dura poucas semanas. A dificuldade para engolir, associada a esta sensação de redução no tamanho do estômago, faz com que a maioria dos pacientes perca peso. A quantidade de perda de peso é variável, 3 a 7 kg em média.

Porque as vezes os pacientes que fazem a cirurgia tem soluço?
É comum apresentar soluço. Não se preocupe. Ele desaparece em poucas horas ou dias. O soluço geralmente ocorre após ingestão rápida de alimentos, principalmente se forem muito gelados ou quentes.

 

Orientação Pós-Operatória DRGE - Hérnia de Hiato

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  • Evite bebida com gás, como refrigerantes, cerveja e água mineral com gás nos primeiros meses. Mesmo sem ingerir bebida com gás, é comum que o paciente tenha excesso de gás no estômago ou na barriga. O excesso de gás é devido à dificuldade do paciente arrotar nas primeiras semanas ou mesmo meses.
  • É comum que o paciente tenha a impressão de que o seu estômago diminuiu de tamanho e que a sua capacidade para comer ficou menor. Esta sensação é temporária e geralmente dura poucas semanas. A dificuldade para engolir, associada a esta sensação de redução no tamanho do estômago, faz com que a maioria dos pacientes perca peso. A quantidade de perda de peso é variável, 3 a 7 kg em média.
  • É comum apresentar soluço. Não se preocupe. Ele desaparece em poucas horas ou dias. O soluço geralmente ocorre após ingestão rápida de alimentos, principalmente se forem muito gelados ou quentes.
  • Dor no ombro é frequente após este tipo de operação. Esta dor é consequente à irritação de um nervo que fica entre o abdômen e o tórax. Ela não se deve a torção ou mal jeito no ombro. A dor no ombro geralmente desaparece em poucas horas ou dias. Se ela for intensa, tome o analgésico (remédio para dor) prescrito pelo seu médico.
  • Os cortes (furinhos) serão fechados com pontos e cobertos com curativo (micropore). É comum que ocorra hematoma ("azulado" ou "roxo") ou pequenos sangramentos. Isto é normal. Não se preocupe. Não retire o micropore, a menos que o seu médico o oriente neste sentido. Pode tomar banho completo e molhar o micropore. Após, seque o abdômen normalmente com toalha, sem necessidade de cuidados especiais com os cortes. Entretanto, se o corte tiver aparência de infecção (vermelho, com secreção de pus ou com cheiro forte), contate o seu médico.
  • Respire fundo 3 vezes a cada hora para expandir melhor o seu pulmão e evitar complicações, como febre e pneumonia.
  • Evite ficar muito tempo deitado ou sentado. Procure andar várias vezes ao dia.
  • Em caso de dúvidas ou caso apresente alguma complicação, procure o seu médico.

Tratamento Cirúrgico da DRGE

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Procurar um médico aos primeiros sinais da doença é fundamental para a indicação do melhor tratamento para cada caso. Somente o especialista poderá orientar o paciente em relação aos procedimentos adequados e ao tipo ideal de tratamento.
Os objetivos do tratamento são o alívio dos sintomas e a prevenção de complicações.
A redução do refluxo de conteúdo estomacal para o esôfago aliviará a dor. Podem ser prescritos medicamentos que neutralizem a acidez estomacal, diminuam a produção de ácido ou fortaleçam o esfíncter esofágico inferior (o músculo que impede o ácido de retornar pelo esôfago).

TRATAMENTO CLÍNICO
Prevenir azia, evitando alimentos e bebidas que possam desencadear seus sintomas, como:

  • Álcool
  • Cafeína
  • Bebidas gasosas
  • Chocolate
  • Frutas e sucos cítricos
  • Tomates
  • Molhos de tomate
  • Alimentos picantes ou gordurosos
  • Produtos derivados de leite integral
  • Menta
  • Hortelã

Realizar algumas mudanças de hábitos alimentares e estilo de vida, como:

  • Evite se curvar ou exercitar logo após comer
  • Evite roupas ou cintos que ficam apertados ao redor da cintura
  • Não se deite com estômago cheio. Por exemplo, evite comer 2 a 3 horas antes de dormir.
  • Não fume.
  • Faça refeições menores.
  • Perca peso se você estiver com excesso.
  • Reduza o estresse.
  • Durma com sua cabeça elevada em torno de 15 centímetros. Faça isso inclinando toda a sua cama ou usando uma cunha sob o seu corpo, não apenas travesseiros normais.

Os antiácidos podem ser usados após as refeições e na hora de dormir, embora não durem muito tempo. Efeitos colaterais comuns de antiácidos incluem diarreia ou constipação.
Outros medicamentos podem tratar a DRGE, porém sua ação é mais lenta que os antiácidos, contudo oferecem alívio mais longo. Estes medicamentos são:

  • Inibidores da bomba de prótons (IBP) que são os inibidores de ácidos mais poderosos: omeprazol, esomeprazol, lansoprazol, rabeprazol e pantoprazol.
  • Antagonistas H2: famotidina, cimetidina, ranitidina e nizatidina.
  • Agentes procinéticos que tem a função de fortalecer a musculatura do esôfago, além de promover um rápido esvaziamento do estômago, evitando assim, que haja tempo do suco gástrico refluir para o esôfago: bromoprida, domperidona e metoclopramida.

TRATAMENTO CIRÚRGICO
O tratamento cirúrgico está indicado em:

  • Pacientes que apresentem lesões esofágicas pré-malignas (esôfago de Barret) decorrentes do refluxo gastroesofágico;
  • Pacientes que mantém a sintomatologia do refluxo, mesmo durante o tratamento clínico:
  • Pacientes que se tornaram dependentes de remédios por tempo indefinido, ou seja, só ficam livres dos sintomas enquanto estão fazendo uso de medicação.

Além de seguir estes critérios de indicação de cirurgia, a comprovação do refluxo gastroesofágico patológico através da endoscopia digestiva alta, da pHmetria e da manometria esofágica é fundamental para que a melhor técnica cirúrgica seja aplicada em cada caso.
Atualmente, o tratamento é realizado por via videolaparoscópica, ou seja, através da introdução de pinças no abdome do paciente, sem a necessidade de uma grande incisão (corte). (HH FIG4)
Desta forma, os pacientes apresentam uma recuperação mais rápida e menos dolorosa, podendo retornar mais rapidamente às suas atividades habituais. Além disso, o benefício estético é indiscutível. Os pacientes recebem alta hospitalar na grande maioria dos casos em menos de 24 horas.
A cirurgia consiste no tratamento da hérnia de hiato, com a sutura (pontos) na porção do músculo diafragma que ficou mais fraca. Além disso, é confeccionada uma válvula antirreflexo com o próprio estômago, tratando definitivamente o refluxo gastroesofágico. (HH FIG5)
Apesar dos resultados, do tratamento cirúrgico, serem excelentes, alguns pacientes podem ter complicações, como em qualquer procedimento cirúrgico. As complicações mais comuns são dificuldade para engolir por tempo prolongado, excesso de gases, lesão de vísceras, infecção e necessidade de fazer uma incisão (corte) maior no seu abdômen para realizar a operação.